Palanques e Cimarronagem: processos de resistência escrava ao sistema colonial no Caribe Sabanero (Séculos XVI, XVII e XVIII)
DOI:
https://doi.org/10.18046/recs.i16.2024Palavras-chave:
Caribe Sabanero, Palanques, Cimarronagem, Escravidão, TerritórioResumo
Este artigo analisa as lógicas do Cimarronagem e a constituição dos Palanques, como expressão da resistência dos escravos negros contra o sistema colonial neogranadino. A análise se centralizou temporariamente nos séculos XVI, XVII e XVIII, e espacialmente na atual região do caribe colombiano, especificamente nas áreas conhecidas como Bolívar Sabanero e a Depressão Momposina. Através da conjunção destas variáveis temporárias e geográficas, o autor pode rastrear como os escravos negros fugiam de seus amos usando dinâmicas de cimarronagem, como uma busca da autonomia social e territorial. Esta autonomia se materializa através da construção dos Palanques em áreas específicas do Caribe colombiano, onde encontraram o que o sistema colonial não proporcionou à população escrava desse tempo. Neste sentido, este trabalho apresenta algumas posições teóricas correspondentes ao estudo dos afrodescendentes durante a época colonial na região enfocada. A análise pode contribuir com o fortalecimento da figura de entidades territoriais de Palanques e de um espaço geográfico que permitiu aos cimarrones o acesso a níveis de autonomia social através de um uso particular e da apropriação de seu território autóctone.Downloads
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