Palanques e Cimarronagem: processos de resistência escrava ao sistema colonial no Caribe Sabanero (Séculos XVI, XVII e XVIII)

Autores

  • Alen Castaño Pontificia Universidad Javeriana, Cali

DOI:

https://doi.org/10.18046/recs.i16.2024

Palavras-chave:

Caribe Sabanero, Palanques, Cimarronagem, Escravidão, Território

Resumo

Este artigo analisa as lógicas do Cimarronagem e a constituição dos Palanques, como expressão da resistência dos escravos negros contra o sistema colonial neogranadino. A análise se centralizou temporariamente nos séculos XVI, XVII e XVIII, e espacialmente na atual região do caribe colombiano, especificamente nas áreas conhecidas como Bolívar Sabanero e a Depressão Momposina. Através da conjunção destas variáveis temporárias e geográficas, o autor pode rastrear como os escravos negros fugiam de seus amos usando dinâmicas de  cimarronagem, como uma busca da autonomia social e territorial. Esta autonomia se materializa através da construção dos Palanques em áreas específicas do Caribe colombiano, onde encontraram o que o sistema colonial não proporcionou à população escrava desse tempo. Neste sentido, este trabalho apresenta algumas posições teóricas correspondentes ao estudo dos afrodescendentes durante a época colonial na região enfocada. A análise pode contribuir com o fortalecimento da figura de entidades territoriais de Palanques e de um espaço geográfico que permitiu aos cimarrones o acesso a níveis de autonomia social através de um uso particular e da apropriação de seu território autóctone.

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Biografia do Autor

  • Alen Castaño, Pontificia Universidad Javeriana, Cali
    Antropólogo y Sociólogo de la Universidad Icesi (Cali). Maestrante de Desarrollo Territorial Rural en la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales FLACSO (Ecuador). Investigador del Instituto de Estudios Interculturales de la Pontificia Universidad Javeriana (Cali).

Publicado

2015-08-06

Como Citar

Castaño, A. (2015). Palanques e Cimarronagem: processos de resistência escrava ao sistema colonial no Caribe Sabanero (Séculos XVI, XVII e XVIII). Revista CS, 16, 61-86. https://doi.org/10.18046/recs.i16.2024