O corpo, “prisão da alma” e a construção de nação, em “Dolores”, de Soledad Acosta de Samper
DOI:
https://doi.org/10.18046/recs.i17.2043Palavras-chave:
Dolores, Identidade nacional, Corpo, Beleza, Doença, Literatura femininaResumo
Uma dessas novelas sobre as quais se conhece muito pouco dentro do mundo da literatura colombiana é “Dolores” (1887). Escrita em uma época em que as mulheres “não escreviam”, na que também a recém-conquistada liberdade obrigava aos intelectuais da região a criar nação, seus imaginários e sua identidade. A este esforço conjunto, se une a quase aristocrata escritora e jornalista Soledad Acosta de Samper, quem, sem esquecer o seu dever como voz das mulheres, apresenta uma história própria do romanticismo que imperava em sua época. Aqui se analisa como em “Dolores” se apresenta o corpo como símbolo das estritas hierarquias sociais em que se organizava a nascente república, mas também o corpo doente como emblema do isolamento feminino e do único recurso de desenvolvimento pessoal onde se queria, e se quer, confinar a mulher.Downloads
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